MS JOURNAL
Bem-vinda ao MS Journal — Reflexões sobre arte, arquitetura, design, filosofia e outros temas que moldam nosso universo e revelam o extraordinário no cotidiano.
MS Journal #42
Setembro. 2026
O gosto muda de ideia
O gosto muda de ideia
Gosto é o que faz uma coisa nos atrair mais do que outra. Parece simples, até tentarmos entender por quê. Há coisas de que gostamos imediatamente. Outras precisam de algum tempo. Uma música que parecia estranha começa a fazer sentido depois de algumas vezes, uma cor que nunca escolheríamos passa a chamar nossa atenção, um móvel que adorávamos há dez anos pode, de repente, parecer datado. E há coisas que continuam nos agradando por décadas sem que saibamos explicar muito bem por quê.
Gosto é o que faz uma coisa nos atrair mais do que outra. Parece simples, até tentarmos entender por quê. Há coisas de que gostamos imediatamente. Outras precisam de algum tempo. Uma música que parecia estranha começa a fazer sentido depois de algumas vezes, uma cor que nunca escolheríamos passa a chamar nossa atenção, um móvel que adorávamos há dez anos pode, de repente, parecer datado. E há coisas que continuam nos agradando por décadas sem que saibamos explicar muito bem por quê.
MS Journal #41
Agosto. 2026
A mesma busca, resultados diferentes?
A mesma busca, resultados diferentes?
Nunca tivemos tanta informação ao nosso alcance, mas a maneira como chegamos até ela mudou bastante. Em 2011, Eli Pariser pediu a dois amigos que fizessem a mesma busca no Google: “Egito”. Um deles recebeu vários resultados sobre os protestos e a crise política que dominavam o noticiário naquele momento. Para o outro, não apareceu nenhuma referência aos protestos entre os dez primeiros resultados. Em vez disso, havia principalmente páginas com informações sobre viagens e turismo.
Nunca tivemos tanta informação ao nosso alcance, mas a maneira como chegamos até ela mudou bastante. Em 2011, Eli Pariser pediu a dois amigos que fizessem a mesma busca no Google: “Egito”. Um deles recebeu vários resultados sobre os protestos e a crise política que dominavam o noticiário naquele momento. Para o outro, não apareceu nenhuma referência aos protestos entre os dez primeiros resultados. Em vez disso, havia principalmente páginas com informações sobre viagens e turismo.
MS Journal #40
Agosto. 2026
O que ninguém vê
O que ninguém vê
Quando pensamos em design, geralmente analisamos o resultado final. Pouco se fala sobre o caminho que levou até ele. E, muitas vezes, é justamente ali que está o mais interessante. Em 1956, um dos objetos mais importantes da história do design ganhou um apelido bastante improvável. A imprensa alemã passou a chamar o novo toca-discos da Braun de "o caixão da Branca de Neve".
Quando pensamos em design, geralmente analisamos o resultado final. Pouco se fala sobre o caminho que levou até ele. E, muitas vezes, é justamente ali que está o mais interessante. Em 1956, um dos objetos mais importantes da história do design ganhou um apelido bastante improvável. A imprensa alemã passou a chamar o novo toca-discos da Braun de "o caixão da Branca de Neve".
MS Journal #39
Julho. 2026
O que Virginia Woolf nos ensina sobre o extraordinário em um dia comum
O que Virginia Woolf nos ensina sobre
o extraordinário em um dia comum
Recentemente, reunimos um grupo de mulheres para discutir Mrs Dalloway, de Virginia Woolf. Como acontece com as boas discussões literárias, terminamos a noite falando muito sobre o enredo do livro e ainda mais sobre tudo aquilo que ele desperta. Foi impossível não seguir pensando em Virginia Woolf por dias. Não apenas pela escritora extraordinária que foi, mas pela mulher que decidiu viver de uma forma incomum para sua época.
Recentemente, reunimos um grupo de mulheres para discutir Mrs Dalloway, de Virginia Woolf. Como acontece com as boas discussões literárias, terminamos a noite falando muito sobre o enredo do livro e ainda mais sobre tudo aquilo que ele desperta.Foi impossível não seguir pensando em Virginia Woolf por dias. Não apenas pela escritora extraordinária que foi, mas pela mulher que decidiu viver de uma forma incomum para sua época.
MS Journal #38
Julho. 2026
Acervos são biografias
Acervos são biografias
Talvez um acervo seja uma das formas mais discretas de contar uma vida. Não falamos apenas de coleções, mas de tudo aquilo que vai se acumulando ao longo do tempo. Livros comprados em diferentes cidades, fotografias impressas, uma receita escrita à mão, um vaso encontrado em uma viagem, uma cadeira herdada, discos, obras de arte, cartas, joias. Objetos que, isoladamente, podem parecer comuns, mas que, juntos, revelam uma narrativa.
Talvez um acervo seja uma das formas mais discretas de contar uma vida. Não falamos apenas de coleções, mas de tudo aquilo que vai se acumulando ao longo do tempo. Livros comprados em diferentes cidades, fotografias impressas, uma receita escrita à mão, um vaso encontrado em uma viagem, uma cadeira herdada, discos, obras de arte, cartas, joias. Objetos que, isoladamente, podem parecer comuns, mas que, juntos, revelam uma narrativa.
MS Radio
Junho. 2026
Inverno 26 by MS Radio
Inverno 26 by MS Radio
Na nossa última campanha, falamos sobre a relação entre joalheria e alfaiataria: dois universos em que o resultado final nasce da atenção aos detalhes, das escolhas feitas ao longo do caminho e do cuidado dedicado a cada etapa do processo. É assim que construímos também cada edição do MS Radio. Uma música leva à outra, algumas ficam pelo caminho, outras conquistam seu espaço aos poucos, até chegarmos a uma seleção que faça sentido do começo ao fim. Essa é a nossa playlist para um inverno aconchegante.
Na nossa última campanha, falamos sobre a relação entre joalheria e alfaiataria: dois universos em que o resultado final nasce da atenção aos detalhes, das escolhas feitas ao longo do caminho e do cuidado dedicado a cada etapa do processo. É assim que construímos também cada edição do MS Radio. Uma música leva à outra, algumas ficam pelo caminho, outras conquistam seu espaço aos poucos, até chegarmos a uma seleção que faça sentido do começo ao fim. Essa é a nossa playlist para um inverno aconchegante.
MS Journal #37
Junho. 2026
Quando o museu já é a obra
Quando o museu já é a obra
Antes de virar arte, o espaço já tinha uma história.Uma seleção de museus cujo maior acervo pode ser o próprio endereço. Museus têm endereços, paredes, pés-direitos, cheiros que a renovação não consegue eliminar. E alguns desses lugares chegaram à arte carregando vidas anteriores tão densas que redefinem o que está dentro deles. Sim, tem uma categoria de museus que admiramos de maneira especial: aqueles que não nasceram como museus. Foram fábricas, estações, palácios, até prisões e, em algum momento, ganharam uma segunda existência.
Antes de virar arte, o espaço já tinha uma história. Uma seleção de museus cujo maior acervo pode ser o próprio endereço. Museus têm endereços, paredes, pés-direitos, cheiros que a renovação não consegue eliminar. E alguns desses lugares chegaram à arte carregando vidas anteriores tão densas que redefinem o que está dentro deles. Sim, tem uma categoria de museus que admiramos de maneira especial: aqueles que não nasceram como museus. Foram fábricas, estações, palácios, até prisões e, em algum momento, ganharam uma segunda existência.
MS Journal #36
Junho. 2026
Viajar é, cada vez mais, chegar ao mesmo lugar
Viajar é, cada vez mais, chegar ao mesmo lugar
Existe uma crença de que viajar transforma, e ela não está errada. O contato com o desconhecido pode mesmo desafiar certezas, dissolver preconceitos, expandir quem somos. Encontrar mundos com outros valores, outras formas de viver, outras respostas para as mesmas perguntas: isso abre a nossa mente. Mark Twain disse isso. Incontáveis Instagram bios repetiriam, mais tarde, em versões menos elegantes. O problema não é a viagem. É o que estamos fazendo com ela.
Existe uma crença de que viajar transforma, e ela não está errada. O contato com o desconhecido pode mesmo desafiar certezas, dissolver preconceitos, expandir quem somos. Encontrar mundos com outros valores, outras formas de viver, outras respostas para as mesmas perguntas: isso abre a nossa mente. Mark Twain disse isso. Incontáveis Instagram bios repetiriam, mais tarde, em versões menos elegantes.O problema não é a viagem. É o que estamos fazendo com ela.
MS Journal #35
Maio. 2026
A joia invisível do corte
A joia invisível do corte
Outro dia, nos deparamos com uma imagem difícil de esquecer: carretéis antigos organizados por cor, tecidos encorpados, botões guardados como pequenos tesouros. O acervo de um alfaiate que já não está mais aqui, mas que deixou, em cada objeto, a memória de um ofício da vida inteira. Foi olhando para isso que um paralelo começou a tomar forma. Joalheria e alfaiataria. Não como estética, mas como lógica de valor. A alfaiataria nasceu muito antes de ser associada ao luxo. Durante séculos, era simplesmente a forma como as roupas eram feitas. Sob medida, com atenção ao corpo, respeitando proporção, função e duração. O que hoje chamamos de "alfaiataria tradicional" já foi, um dia, o padrão.
Outro dia, nos deparamos com uma imagem difícil de esquecer: carretéis antigos organizados por cor, tecidos encorpados, botões guardados como pequenos tesouros. O acervo de um alfaiate que já não está mais aqui, mas que deixou, em cada objeto, a memória de um ofício da vida inteira. Foi olhando para isso que um paralelo começou a tomar forma. Joalheria e alfaiataria. Não como estética, mas como lógica de valor. A alfaiataria nasceu muito antes de ser associada ao luxo. Durante séculos, era simplesmente a forma como as roupas eram feitas. Sob medida, com atenção ao corpo, respeitando proporção, função e duração. O que hoje chamamos de "alfaiataria tradicional" já foi, um dia, o padrão.
MS Journal #34
Maio. 2026
Ser mãe é verbo, não título
Ser mãe é verbo, não título
Talvez a maternidade tenha menos a ver com perfeição e mais com presença. Existe um imaginário muito rígido sobre o que significa ser mãe. Como se a maternidade viesse com um manual invisível: ser forte, ser calma, ser disponível, ser tudo. Mas talvez ser mãe tenha menos a ver com cumprir uma imagem e mais com habitar uma transformação. Porque ninguém “vira mãe” de uma vez. A maternidade não acontece apenas no parto, nem começa no positivo de um teste. Ela nasce aos poucos. No susto. Na renúncia. Na culpa. Na descoberta de uma força que você nem sabia que existia.
Talvez a maternidade tenha menos a ver com perfeição e mais com presença. Existe um imaginário muito rígido sobre o que significa ser mãe. Como se a maternidade viesse com um manual invisível: ser forte, ser calma, ser disponível, ser tudo. Mas talvez ser mãe tenha menos a ver com cumprir uma imagem e mais com habitar uma transformação. Porque ninguém “vira mãe” de uma vez. A maternidade não acontece apenas no parto, nem começa no positivo de um teste. Ela nasce aos poucos. No susto. Na renúncia. Na culpa. Na descoberta de uma força que você nem sabia que existia.
MS Journal #33
Abril. 2026
O que Tarsila sabia sobre ser essencial
O que Tarsila sabia sobre ser essencial
Há uma tela de 1923 que mudou a história da arte brasileira sem que quase ninguém percebesse na época. A Negra, pintada por Tarsila do Amaral durante seus anos em Paris, não seguia nenhuma das regras do que se esperava de uma artista brasileira naquele momento — nem de uma mulher. A figura é monumental, geométrica, despojada de detalhes ornamentais. E é exatamente essa ausência que a torna impossível de ignorar.
Há uma tela de 1923 que mudou a história da arte brasileira sem que quase ninguém percebesse na época. A Negra, pintada por Tarsila do Amaral durante seus anos em Paris, não seguia nenhuma das regras do que se esperava de uma artista brasileira naquele momento — nem de uma mulher. A figura é monumental, geométrica, despojada de detalhes ornamentais. E é exatamente essa ausência que a torna impossível de ignorar.
MS Journal #32
Abril. 2026
O objeto que te lembra de quem você quer ser
O objeto que te lembra de quem você quer ser
Tem alguma coisa que você carrega junto ao corpo, e que, quando você olha pra ela, te devolve a si mesma? Quando eu morava em Nova York, eu era a louca do lucky penny. Aquelas moedas de um centavo que você acha no chão — na plataforma do metrô, na calçada, em qualquer lugar. Todo mundo passa por cima. Eu parava, abaixava e pegava. Sempre. Meu marido enlouquecia. Eu não sei bem explicar o porquê. Acho que é isso: eu não sei se acredito, mas sei que não consigo não acreditar.
Tem alguma coisa que você carrega junto ao corpo, e que, quando você olha pra ela, te devolve a si mesma? Quando eu morava em Nova York, eu era a louca do lucky penny. Aquelas moedas de um centavo que você acha no chão — na plataforma do metrô, na calçada, em qualquer lugar. Todo mundo passa por cima. Eu parava, abaixava e pegava. Sempre. Meu marido enlouquecia. Eu não sei bem explicar o porquê. Acho que é isso: eu não sei se acredito, mas sei que não consigo não acreditar.
MS Journal #31
Março. 2026
Uma ode ao analógico
Uma ode ao analógico
Em um cotidiano cada vez mais absorvido por telas, notificações e feeds intermináveis, cresce o desejo por experiências mais físicas e pessoais. Houve um tempo em que a tecnologia prometia libertar o tempo. Automatizar tarefas. Acelerar processos. Eliminar fricções. E, por um tempo, parecia funcionar. Hoje, porém, o mundo digital alcançou um ponto curioso: ele se tornou tão presente, tão constante, que o gesto mais desejável começa a ser justamente o oposto: desligar.
Em um cotidiano cada vez mais absorvido por telas, notificações e feeds intermináveis, cresce o desejo por experiências mais físicas e pessoais. Houve um tempo em que a tecnologia prometia libertar o tempo. Automatizar tarefas. Acelerar processos. Eliminar fricções. E, por um tempo, parecia funcionar. Hoje, porém, o mundo digital alcançou um ponto curioso: ele se tornou tão presente, tão constante, que o gesto mais desejável começa a ser justamente o oposto: desligar.
MS Radio
Março. 2026
Outono 26 by MS Radio
Outono 26 by MS Radio
O início da estação em que o mundo desacelera e o olhar amadurece. Nesta edição do MS Radio, acompanhamos a chegada do outono, essa estação marcada por transições sutis, em que a luz muda de tom, o tempo desacelera e a paisagem convida a um olhar mais contemplativo. Nossa playlist percorre faixas de jazz, blues e indie que traduzem esse momento de passagem. Músicas pensadas para acompanhar o recolhimento natural da estação.
O início da estação em que o mundo desacelera e o olhar amadurece. Nesta edição do MS Radio, acompanhamos a chegada do outono, essa estação marcada por transições sutis, em que a luz muda de tom, o tempo desacelera e a paisagem convida a um olhar mais contemplativo. Nossa playlist percorre faixas de jazz, blues e indie que traduzem esse momento de passagem. Músicas pensadas para acompanhar o recolhimento natural da estação.
MS Journal #30
Março. 2026
Burle Marx: a forma como identidade
Burle Marx: a forma como identidade
Há criadores que pensam pequeno, outros pensam grande. Roberto Burle Marx pensava em sistema: forma, ritmo e composição, independentemente da escala. Seus projetos nunca foram “paisagismo” no sentido decorativo. Eram construção visual. Ritmo. Cor. Escala. Controle. Ele não adicionava natureza ao espaço. Ele organizava a natureza como composição. O calçadão de Copacabana virou ícone porque é simples e radical ao mesmo tempo: um padrão gráfico que transforma o chão em identidade visual.
Há criadores que pensam pequeno, outros pensam grande. Roberto Burle Marx pensava em sistema: forma, ritmo e composição, independentemente da escala. Seus projetos nunca foram “paisagismo” no sentido decorativo. Eram construção visual. Ritmo. Cor. Escala. Controle. Ele não adicionava natureza ao espaço. Ele organizava a natureza como composição. O calçadão de Copacabana virou ícone porque é simples e radical ao mesmo tempo: um padrão gráfico que transforma o chão em identidade visual.
MS Journal #29
Fevereiro. 2026
O luxo como manifestação do invisível
O luxo como manifestação do invisível
Nesta edição, abrimos o bloco de notas de reflexões da nossa diretora criativa Marina Schaffa. Luxo não grita. Nunca gritou. Se grita, talvez seja outra coisa. O luxo verdadeiro é silencioso porque ele não precisa convencer ninguém. Ele acontece na intimidade, entre você e aquilo que você reconhece como parte da sua essência. Não é vitrine. É espelho. Não está no preço, está na forma como você sente. É quando um objeto ou serviço desperta algo que já existia dentro de você, uma vontade que ainda não tinha encontrado forma.
Nesta edição, abrimos o bloco de notas de reflexões da nossa diretora criativa Marina Schaffa. Luxo não grita. Nunca gritou. Se grita, talvez seja outra coisa. O luxo verdadeiro é silencioso porque ele não precisa convencer ninguém. Ele acontece na intimidade, entre você e aquilo que você reconhece como parte da sua essência. Não é vitrine. É espelho. Não está no preço, está na forma como você sente. É quando um objeto ou serviço desperta algo que já existia dentro de você, uma vontade que ainda não tinha encontrado forma.
MS Journal #28
Fevereiro. 2026
Normalizar o "não sei"
Normalizar o "não sei"
Outro dia, vimos um cartaz colado num poste que dizia: “Normalize not having an opinion on things you don’t understand.” Desde então, essa frase não nos sai da cabeça. Talvez porque ela toque num cansaço silencioso do nosso tempo. Vivemos num mundo em que não ter opinião virou quase um defeito moral. Silêncio parece omissão; dúvida parece fraqueza; aprender parece lento demais. Existe uma pressão constante para reagir, comentar, se posicionar — rápido, de preferência, mas tenho saudade de um outro ritmo, de quando mais pessoas ouviam, de quando a curiosidade vinha antes da conclusão, de quando nem todo assunto exigia uma resposta imediata.
Outro dia, vimos um cartaz colado num poste que dizia: “Normalize not having an opinion on things you don’t understand.” Desde então, essa frase não nos sai da cabeça. Talvez porque ela toque num cansaço silencioso do nosso tempo. Vivemos num mundo em que não ter opinião virou quase um defeito moral. Silêncio parece omissão; dúvida parece fraqueza; aprender parece lento demais. Existe uma pressão constante para reagir, comentar, se posicionar — rápido, de preferência, mas tenho saudade de um outro ritmo, de quando mais pessoas ouviam, de quando a curiosidade vinha antes da conclusão, de quando nem todo assunto exigia uma resposta imediata.
MS Journal #27
Janeiro. 2026
O que vale acompanhar no mundo da arte agora
O que vale acompanhar no mundo da arte agora
Este MS Journal reúne uma curadoria do que faz sentido acompanhar — não como tendência, mas como repertório, contexto e continuidade. Neste ciclo, o interesse não está apenas nas grandes feiras ou nos nomes consagrados, mas em artistas e exposições que ajudam a entender temas como identidade, tecnologia, memória, corpo, território e excesso de informação. A arte operando com menos na urgência e mais na consistência. Menos lançamento, mais processo.
Este MS Journal reúne uma curadoria do que faz sentido acompanhar — não como tendência, mas como repertório, contexto e continuidade. Neste ciclo, o interesse não está apenas nas grandes feiras ou nos nomes consagrados, mas em artistas e exposições que ajudam a entender temas como identidade, tecnologia, memória, corpo, território e excesso de informação. A arte operando com menos na urgência e mais na consistência. Menos lançamento, mais processo.
MS Journal #26
Janeiro. 2026
O mundo está escolhendo cores como quem escolhe estados de espírito
O mundo está escolhendo cores como quem escolhe estados de espírito
Desde 1999, a Pantone escolhe uma “cor do ano”. Oficialmente, é sobre design. Na prática, é sobre outra coisa: o que estamos tentando sentir coletivamente. Em dezembro de 2025, a autoridade global de cores, anunciou a Cor do Ano 2026: Cloud Dancer, um tom suave de branco etéreo. Mas, como toda boa linguagem visual, essa escolha fez mais do que aparecer em paletas, despertou diálogo, debate e reflexão cultural.
Desde 1999, a Pantone escolhe uma “cor do ano”. Oficialmente, é sobre design. Na prática, é sobre outra coisa: o que estamos tentando sentir coletivamente. Em dezembro de 2025, a autoridade global de cores, anunciou a Cor do Ano 2026: Cloud Dancer, um tom suave de branco etéreo. Mas, como toda boa linguagem visual, essa escolha fez mais do que aparecer em paletas, despertou diálogo, debate e reflexão cultural.
MS Journal #25
Janeiro. 2026
Exclusivo: MS na revista do iLove.e + Eat Your Nuts
Exclusivo: MS na revista do ILove.e + Eat Your Nuts
Funcionalidade: a joia, aqui, sempre nasce a partir dessa demanda. Foi em Nova York — depois de deixar a carreira de advogada — que Marina Schaffa, nome por trás da marca homônima, percebeu o valor de peças que acompanham a rotina com personalidade. “Eu queria falar com a mulher prática, que sabe o que quer e precisa de soluções”, diz. Ouro 18k, acabamento pensado para uso contínuo, proporções que não pesam. As combinações ampliam o repertório sem confundir: cada peça soma, nenhuma disputa.
Funcionalidade: a joia, aqui, sempre nasce a partir dessa demanda. Foi em Nova York — depois de deixar a carreira de advogada — que Marina Schaffa, nome por trás da marca homônima, percebeu o valor de peças que acompanham a rotina com personalidade. “Eu queria falar com a mulher prática, que sabe o que quer e precisa de soluções”, diz. Ouro 18k, acabamento pensado para uso contínuo, proporções que não pesam. As combinações ampliam o repertório sem confundir: cada peça soma, nenhuma disputa.
MS Journal #24
Janeiro. 2026
MS Journal #24
Janeiro. 2026
Por que precisamos viajar?
Por que precisamos viajar?
Uma edição de verão para lembrar que o movimento também é um jeito de pensar. Janeiro chega como aquela brisa quente que entra pela janela sem pedir licença. O calor pede pés descalços, dias sem hora marcada e um corpo que se permita existir sem agenda. E, no meio desse clima luminoso, uma pergunta antiga reaparece: por que precisamos viajar. Não falamos apenas de carimbar o passaporte ou arrumar malas. Mas desse impulso humano — quase ancestral — de deslocamento. De ver o mundo de fora para reorganizar o que existe dentro.
Uma edição de verão para lembrar que o movimento também é um jeito de pensar. Janeiro chega como aquela brisa quente que entra pela janela sem pedir licença. O calor pede pés descalços, dias sem hora marcada e um corpo que se permita existir sem agenda. E, no meio desse clima luminoso, uma pergunta antiga reaparece: por que precisamos viajar. Não falamos apenas de carimbar o passaporte ou arrumar malas. Mas desse impulso humano — quase ancestral — de deslocamento. De ver o mundo de fora para reorganizar o que existe dentro.
MS Journal #23
Dezembro. 2025
Retrospectiva
Retrospectiva
Um ano de conteúdos que desenham, com clareza, o que somos e o que queremos quer ser. Este ano, o MS Journal se tornou o reflexo do nosso universo. Falamos do tato, do silêncio, da música, da filosofia, da beleza da matéria, da arquitetura como gesto, dos símbolos que nos constroem e do olhar de outros criadores que ampliam o nosso. Ao compartilhar as nossas referências e reflexões, esperamos nos aproximar, através da nossa afinidade intelectual e, quem sabe, contribuir para que os nossos clientes e leitores tenham mais ferramentas, conteúdo, profundidade e intenção.
Um ano de conteúdos que desenham, com clareza, o que somos e o que queremos quer ser. Este ano, o MS Journal se tornou o reflexo do nosso universo. Falamos do tato, do silêncio, da música, da filosofia, da beleza da matéria, da arquitetura como gesto, dos símbolos que nos constroem e do olhar de outros criadores que ampliam o nosso. Ao compartilhar as nossas referências e reflexões, esperamos nos aproximar, através da nossa afinidade intelectual e, quem sabe, contribuir para que os nossos clientes e leitores tenham mais ferramentas, conteúdo, profundidade e intenção.
MS Journal #22
Novembro. 2025
Criar para se ver
Criar para se ver
Na última semana vivemos algo muito potente. “Criar Para Se Ver”, o encontro que realizamos no LAB MR para lançar a nossa nova coleção Relevo, não foi apenas um talk — foi uma manhã que nos atravessou. E o que mais ouvimos depois foi: "saí reflexiva, inspirada e com muita coragem." "um evento emocionante." "a realidade superou a expectativa!" "me emocionei com cada fala sobre medo, coragem e o papel da arte”.
Na última semana vivemos algo muito potente. “Criar Para Se Ver”, o encontro que realizamos no LAB MR para lançar a nossa nova coleção Relevo, não foi apenas um talk — foi uma manhã que nos atravessou. E o que mais ouvimos depois foi: "saí reflexiva, inspirada e com muita coragem." "um evento emocionante." "a realidade superou a expectativa!" "me emocionei com cada fala sobre medo, coragem e o papel da arte”.
MS Journal #21
Novembro. 2025
O tato é a nossa primeira memória
O tato é a nossa primeira memória
Em uma época dominada pelo olhar — saturada de telas, imagens e pixels — esquecemos que o mundo começa pelo toque. Antes de interpretar, sentimos. Antes de entender, encostamos. O tato é a nossa primeira memória.Filósofos como Merleau-Ponty já diziam que o corpo não é apenas um objeto no mundo, mas o meio pelo qual o mundo se torna real para nós. E é pelo tato — esse sentido pré-verbal, silencioso e teimosamente presente — que a realidade se aproxima e se deixa perceber.
Em uma época dominada pelo olhar — saturada de telas, imagens e pixels — esquecemos que o mundo começa pelo toque. Antes de interpretar, sentimos. Antes de entender, encostamos. O tato é a nossa primeira memória.Filósofos como Merleau-Ponty já diziam que o corpo não é apenas um objeto no mundo, mas o meio pelo qual o mundo se torna real para nós. E é pelo tato — esse sentido pré-verbal, silencioso e teimosamente presente — que a realidade se aproxima e se deixa perceber.
MS Journal #20
Novembro. 2025
Silêncio, por favor
Silêncio, por favor
Vivemos no período mais barulhento da história — cidades, telas, notificações, motores, tarefas, fluxos de informação. O ruído virou pano de fundo permanente. E isso não é só incômodo: é impacto fisiológico real. Pesquisas já associaram exposição constante ao barulho com ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e perda cognitiva. Nosso cérebro não foi projetado para estímulo contínuo, e começa a entrar em modo defesa quando não encontra espaços de pausa.
Vivemos no período mais barulhento da história — cidades, telas, notificações, motores, tarefas, fluxos de informação. O ruído virou pano de fundo permanente. E isso não é só incômodo: é impacto fisiológico real. Pesquisas já associaram exposição constante ao barulho com ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e perda cognitiva. Nosso cérebro não foi projetado para estímulo contínuo, e começa a entrar em modo defesa quando não encontra espaços de pausa.
MS Journal #19
Outubro. 2025
A beleza do impresso
A Beleza do impresso
Falar que o impresso morreu é esquecer que o toque ainda importa. Enquanto o digital corre, o papel convida à pausa, e talvez seja isso que o torna tão irresistível. Há algo de profundamente humano em folhear uma revista, abrir um livro, fazer anotações em um bloco, sentir o peso das páginas. É um gesto que pede tempo, olhar e presença, convenhamos, tudo o que a era das notificações nos ensinou a perder.
Falar que o impresso morreu é esquecer que o toque ainda importa. Enquanto o digital corre, o papel convida à pausa, e talvez seja isso que o torna tão irresistível. Há algo de profundamente humano em folhear uma revista, abrir um livro, fazer anotações em um bloco, sentir o peso das páginas. É um gesto que pede tempo, olhar e presença, convenhamos, tudo o que a era das notificações nos ensinou a perder.
MS Journal #18
Outubro. 2025
MS 5 anos : Richard Serra e diálogos entre arquitetura, escultura e joalheria
MS 5 anos : Richard Serra e diálogos entre arquitetura, escultura e joalheria
Há artistas que não criam apenas obras — criam maneiras de estar no espaço. Richard Serra (1938 - 2024) foi um deles e suas esculturas monumentais estão entre as primeiras e maiores fontes de inspiração para os designs da diretora criativa Marina Schaffa. Serra nasceu na Califórnia e cresceu cercado pelo som e pela força do metal. Seu pai trabalhava em um estaleiro, e foi ali, entre navios e chapas de aço, que ele descobriu a matéria-prima que definiria toda a sua trajetória.
Há artistas que não criam apenas obras — criam maneiras de estar no espaço. Richard Serra (1938 - 2024) foi um deles e suas esculturas monumentais estão entre as primeiras e maiores fontes de inspiração para os designs da diretora criativa Marina Schaffa. Serra nasceu na Califórnia e cresceu cercado pelo som e pela força do metal. Seu pai trabalhava em um estaleiro, e foi ali, entre navios e chapas de aço, que ele descobriu a matéria-prima que definiria toda a sua trajetória.
MS Journal #17
Outubro. 2025
O universo ao meu redor,
por Cami Cilento
Uma das razões pelas quais chamei a Marina Schaffa para colaborar nesse texto é justamente porque acho que ela é uma designer que está fazendo esse trabalho lindamente. Eu vejo o seu universo nos traços de suas peças, mas também os vejo quando ando pelas ruas de Nova Iorque e São Paulo, dois lugares que estão no “core” criativo da designer. E ao longo do meu dia, revisito as suas idéias inconscientemente: o seu conteúdo vai além dos limites físicos das suas peças e virtuais de suas mídias.
Uma das razões pelas quais chamei a Marina Schaffa para colaborar nesse texto é justamente porque acho que ela é uma designer que está fazendo esse trabalho lindamente. Eu vejo o seu universo nos traços de suas peças, mas também os vejo quando ando pelas ruas de Nova Iorque e São Paulo, dois lugares que estão no “core” criativo da designer. E ao longo do meu dia, revisito as suas idéias inconscientemente: o seu conteúdo vai além dos limites físicos das suas peças e virtuais de suas mídias.
MS Journal #16
Setembro. 2025
Feche o app. Aperte o play
A música sempre foi um território de liberdade e descoberta. Antes das plataformas digitais e seus algoritmos, as sugestões chegavam de formas mais orgânicas e coletivas: em conversas com os amigos, no rádio do carro, numa cena de filme. Havia algo de especial nesse processo: a sensação de tropeçar em uma faixa que não sabíamos que precisávamos ouvir até o instante em que ela começava a tocar.
A música sempre foi um território de liberdade e descoberta. Antes das plataformas digitais e seus algoritmos, as sugestões chegavam de formas mais orgânicas e coletivas: em conversas com os amigos, no rádio do carro, numa cena de filme. Havia algo de especial nesse processo: a sensação de tropeçar em uma faixa que não sabíamos que precisávamos ouvir até o instante em que ela começava a tocar.
MS Radio
Setembro. 2025
Primavera 2025 by MS Radio
Especial 5 anos
Nesta segunda edição do MS Radio, abrimos as comemorações do nosso aniversário de cinco anos de mudança de Nova York — onde nascemos — para São Paulo. A playlist traz uma curadoria livre de algoritmos que conecta faixas lançadas entre 2020 e 2025 por artistas dessas duas cidades que moldam o nosso DNA. Um recorte sonoro que traduz o espírito da marca e convida você a mergulhar no nosso universo.
Nesta segunda edição do MS Radio, abrimos as comemorações do nosso aniversário de cinco anos de mudança de Nova York — onde nascemos — para São Paulo. A playlist traz uma curadoria livre de algoritmos que conecta faixas lançadas entre 2020 e 2025 por artistas dessas duas cidades que moldam o nosso DNA. Um recorte sonoro que traduz o espírito da marca e convida você a mergulhar no nosso universo.
MS Journal #15
Setembro. 2025
Filosofia no século XXI: pensar se tornou um luxo necessário?
Vivemos em um mundo saturado de dados, opiniões rápidas e “especialistas instantâneos”. Mas, em meio a esse ruído, a filosofia ressurge como um convite raro: desacelerar, refletir, buscar sentido. Pensar é, talvez, o verdadeiro luxo contemporâneo, um gesto de resistência contra a pressa e a superficialidade.
Vivemos em um mundo saturado de dados, opiniões rápidas e “especialistas instantâneos”. Mas, em meio a esse ruído, a filosofia ressurge como um convite raro: desacelerar, refletir, buscar sentido. Pensar é, talvez, o verdadeiro luxo contemporâneo, um gesto de resistência contra a pressa e a superficialidade.
MS Journal #14
Agosto. 2025
Quando o estranho nos invade
Já aconteceu com você de, diante de uma obra de arte, em vez de entendê-la ou achá-la bonita, simplesmente sentir um impacto difícil de explicar? Uma mistura de desconforto, arrebatamento e curiosidade? É sobre esse estado — o estranhamento que transforma — que dedicamos a edição de hoje.
Já aconteceu com você de, diante de uma obra de arte, em vez de entendê-la ou achá-la bonita, simplesmente sentir um impacto difícil de explicar? Uma mistura de desconforto, arrebatamento e curiosidade? É sobre esse estado — o estranhamento que transforma — que dedicamos a edição de hoje.
MS Journal #13
Agosto. 2025
O que significa ser livre nos dias de hoje?
Independência é um conceito antigo, mas que nunca foi tão contemporâneo. No zeitgeist de hoje, ela aparece menos como isolamento e mais como autonomia: viver no próprio ritmo, fazer escolhas alinhadas com quem você é e, ainda assim, manter pontes com o mundo.
Independência é um conceito antigo, mas que nunca foi tão contemporâneo. No zeitgeist de hoje, ela aparece menos como isolamento e mais como autonomia: viver no próprio ritmo, fazer escolhas alinhadas com quem você é e, ainda assim, manter pontes com o mundo.
MS Journal #12
Julho. 2025
Por dentro do universo de Geoffrey Bawa, o pai do Modernismo Tropical
Nesta edição, escolhemos dedicar o nosso olhar a Geoffrey Bawa — arquiteto cingalês e principal nome do tropical modernism. Sua obra representa uma arquitetura profundamente enraizada no lugar, que elimina o ruído do excesso e privilegia a integração entre espaço, material e uso.
Recentemente, o New York Times publicou cinco dicas para uma vida mais longa. Nada de métodos inovadores ou metas inalcançáveis. Apenas cinco gestos simples e humanos: dormir bem, mover o corpo, cultivar otimismo, observar-se, manter conexões. Há algo de reconfortante em perceber que tudo se resume ao essencial.
MS Journal #11
Julho. 2025
Você concorda que viver não deveria parecer com uma lista de tarefas?
Recentemente, o New York Times publicou cinco dicas para uma vida mais longa. Nada de métodos inovadores ou metas inalcançáveis. Apenas cinco gestos simples e humanos: dormir bem, mover o corpo, cultivar otimismo, observar-se, manter conexões. Há algo de reconfortante em perceber que tudo se resume ao essencial.
Recentemente, o New York Times publicou cinco dicas para uma vida mais longa. Nada de métodos inovadores ou metas inalcançáveis. Apenas cinco gestos simples e humanos: dormir bem, mover o corpo, cultivar otimismo, observar-se, manter conexões. Há algo de reconfortante em perceber que tudo se resume ao essencial.
MS Radio
Julho. 2025
Inverno 2025 | Uma playlist by MS Radio
A partir deste inverno, a cada estação vamos compartilhar o nosso moodboard sonoro — uma curadoria atenciosa que traduz em música o nosso universo. Neste lançamento, fizemos uma seleção original e sofisticada para você viver a estação no seu ritmo e descobrir novas músicas, sem ficar refém dos algoritmos ou das tendências.
A partir deste inverno, a cada estação vamos compartilhar o nosso moodboard sonoro — uma curadoria atenciosa que traduz em música o nosso universo. Neste lançamento, fizemos uma seleção original e sofisticada para você viver a estação no seu ritmo e descobrir novas músicas, sem ficar refém dos algoritmos ou das tendências.
MS Journal #10
Junho. 2025
Buscando o extraordinário no ordinário
Desde os filósofos estóicos até os minimalistas contemporâneos, a atenção ao cotidiano sempre foi uma prática associada à lucidez. Não é novidade que as grandes verdades da vida muitas vezes se revelam nos intervalos — a diferença está em perceber, em questionar e não deixar a individualidade desaparecer na rotina e nas regras que ela tenta impor.
MS Journal #09
Maio. 2025
Por que precisamos dos símbolos?
Desde o início dos tempos, símbolos acompanham a jornada humana. Nas paredes das cavernas, em brasões de família, nas linhas das tatuagens, em logos de marcas ou na palma da sua mão – símbolos sempre estiveram lá, contando histórias silenciosas, conectando-nos a algo maior.
MS Journal #08
Abr. 2025
Minimalismo
O minimalismo é mais que um estilo estético; é uma filosofia que celebra a essência, removendo o supérfluo para revelar o que é verdadeiramente importante. A expressão "menos é mais", cunhada pelo arquiteto modernista Ludwig Mies van der Rohe, captura perfeitamente a essência: a ideia de que a redução aos elementos essenciais pode criar algo mais profundo, potente e duradouro.
MS Journal #07
Abr. 2025
Ferramentas do Estilo
Na história da arte, as ferramentas sempre tiveram um papel crucial. São elas que transformam máteria bruta em expressão. Que esculpem o mármore, traçam as primeiras ideias no papel, moldam o metal até que ele se torne ouro polido. Ferramentas não são apenas instrumentos da criação — são símbolos de poder, precisão e identidade.