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MS Journal #35

Maio. 2026

A joia invisível do corte

A joia invisível do corte

Outro dia, nos deparamos com uma imagem difícil de esquecer: carretéis antigos organizados por cor, tecidos encorpados, botões guardados como pequenos tesouros. O acervo de um alfaiate que já não está mais aqui, mas que deixou, em cada objeto, a memória de um ofício da vida inteira. Foi olhando para isso que um paralelo começou a tomar forma. Joalheria e alfaiataria. Não como estética, mas como lógica de valor. A alfaiataria nasceu muito antes de ser associada ao luxo. Durante séculos, era simplesmente a forma como as roupas eram feitas. Sob medida, com atenção ao corpo, respeitando proporção, função e duração. O que hoje chamamos de "alfaiataria tradicional" já foi, um dia, o padrão.

Outro dia, nos deparamos com uma imagem difícil de esquecer: carretéis antigos organizados por cor, tecidos encorpados, botões guardados como pequenos tesouros. O acervo de um alfaiate que já não está mais aqui, mas que deixou, em cada objeto, a memória de um ofício da vida inteira. Foi olhando para isso que um paralelo começou a tomar forma. Joalheria e alfaiataria. Não como estética, mas como lógica de valor. A alfaiataria nasceu muito antes de ser associada ao luxo. Durante séculos, era simplesmente a forma como as roupas eram feitas. Sob medida, com atenção ao corpo, respeitando proporção, função e duração. O que hoje chamamos de "alfaiataria tradicional" já foi, um dia, o padrão.


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MS Journal #34

Maio. 2026

MS Journal #34

Maio. 2026

Ser mãe é verbo, não título

Ser mãe é verbo, não título

Talvez a maternidade tenha menos a ver com perfeição e mais com presença. Existe um imaginário muito rígido sobre o que significa ser mãe. Como se a maternidade viesse com um manual invisível: ser forte, ser calma, ser disponível, ser tudo. Mas talvez ser mãe tenha menos a ver com cumprir uma imagem e mais com habitar uma transformação. Porque ninguém “vira mãe” de uma vez. A maternidade não acontece apenas no parto, nem começa no positivo de um teste. Ela nasce aos poucos. No susto. Na renúncia. Na culpa. Na descoberta de uma força que você nem sabia que existia.




Talvez a maternidade tenha menos a ver com perfeição e mais com presença. Existe um imaginário muito rígido sobre o que significa ser mãe. Como se a maternidade viesse com um manual invisível: ser forte, ser calma, ser disponível, ser tudo. Mas talvez ser mãe tenha menos a ver com cumprir uma imagem e mais com habitar uma transformação. Porque ninguém “vira mãe” de uma vez. A maternidade não acontece apenas no parto, nem começa no positivo de um teste. Ela nasce aos poucos. No susto. Na renúncia. Na culpa. Na descoberta de uma força que você nem sabia que existia.

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MS Journal #33

Abril. 2026

O que Tarsila sabia sobre ser essencial

O que Tarsila sabia sobre ser essencial

Há uma tela de 1923 que mudou a história da arte brasileira sem que quase ninguém percebesse na época. A Negra, pintada por Tarsila do Amaral durante seus anos em Paris, não seguia nenhuma das regras do que se esperava de uma artista brasileira naquele momento — nem de uma mulher. A figura é monumental, geométrica, despojada de detalhes ornamentais. E é exatamente essa ausência que a torna impossível de ignorar.







Há uma tela de 1923 que mudou a história da arte brasileira sem que quase ninguém percebesse na época. A Negra, pintada por Tarsila do Amaral durante seus anos em Paris, não seguia nenhuma das regras do que se esperava de uma artista brasileira naquele momento — nem de uma mulher. A figura é monumental, geométrica, despojada de detalhes ornamentais. E é exatamente essa ausência que a torna impossível de ignorar.

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